quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Selos



Olá meus amoooores! *-* Como vocês estão?
Venho aqui hoje com muuuita felicidade que recebo mais um selo por aqui.
Com a indicação do meu leitor e amigo Jân Bispo, do blog Comando Contra o Tédio recebi o selo de Blog de Qualidade.
Fico muito feliz em ver que meus trabalhos podem ser reconhecidos, e que existem pessoas que me lêem e admiram meu trabalho. Muito obrigado a todos que acreditaram em mim!

Bom, então agora farei a minha parte que é:
  1. Repassar o selo para dez blogs.
  2. Avisar cada blogueiro indicado.
  3. Falar dez coisas sobre você.
Indico os Blogs:

2 - Tricotando a 4 mãos

Agora, 10 coisas sobre mim:
1. Sempre preferi o azedo ao muito doce
2. Já quis ser bombeiro, super herói e até médico
3. Prefiro o Preto que o azul
4. Odeio o sol mas amo ir para a praia
5. Sonho em ter uma vida tranquila com uma família feliz
6. Bife de fígado é o erro, jamais me chame para comer isso
7. Gosto de outras culturas, quero conhecê-las de perto
8. Prefiro meus amigos que qualquer romance
9. Tenho dias que mesmo quietinho, estou radiante de felicidade
10. Sou feliz, como sou e em qualquer lugar que estou. (:

Recebi também o selo Beautiful Blog:

  1. Precisa ser indicado por alguém que recebeu.
  2. Quem recebeu precisa indicar de 5 a 15 blogs que não possui tais selos.
  3. Publicar os selos em um post e avisar aos indicados.
Então vamos às indicações:

Pronto, tudo feito! Agradeço aos selos e parabéns aos indicados.
Tenham todos um ano novo repleto de paz e luz! *-*

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Porta Retrato, Porta Lembranças...


Tenho andado muito ruim, moço. O corpo, a saúde propriamente dita, tudo bem. O que vai mal é a cuca. Depressões, confusões, pirações. Então – te escrevi duas vezes: a primeira saiu uma coisa sincera, mas lamentativa demais, um saco. A segunda saiu “madura e controlada”, mas extremamente falsa. Resolvi não mandar nenhuma delas, mas esta – contando porque não mandei.
Caio Fernando Abreu


Sabe menino, eu tive muito medo de te perder um dia. Tive muito medo de acordar e não ter você ao lado, para dar um bom dia recheado de beijos e um sorriso repleto de carinho. Eu tive medo de um dia, ao sair, me deparar com todos os casais completos, enquanto a minha metade estava vagando por aí sem mim, tombando, fazendo força para não cair e perceberem a falta que essa outra metade faz. É, eu tinha tanto medo de um dia, de repente você acordar e pensar: Já não o amo o suficiente, hora de partir... Meu Deus! Meu desespero era tão grande de me imaginar um dia sem você, sabendo que pelo meu amor eu faria tudo! Eu me repartiria em vários para te agradar, eu construiria muros para nada de atingir, eu faria da minha vida a sua vida!
Ah menino que já não é meu, que falta faz aqueles dias de sonhos demorados... Aqueles dias que ao nos olharmos a emoção tomava conta e uma lágrima pairava em nossos corações. É, um dia eu disse que sem você eu jamais saberia viver... Eu menti. Eu to sabendo sim... Acordo todos os dias, escovo os dentes, vou trabalhar, estudo, como, bebo, me divirto, me cuido, durmo e até penso em encontrar um novo amor. Quem sabe, dessa vez mais quentinho e pra sempre? Quem sabe dessa vez menos eu e mais nós? Quem sabe dessa vez dure como eu sempre quis que durasse? Quem sabe dessa vez, eterno...?
Eu consigo sim, consigo viver sem você. Não que seja fácil. Não que um dia eu quisesse isso. Não que o seu Não, não tenha me maltratado e me machucado a tal ponto de desacreditar muito nas pessoas. Não que eu ainda não o ame com todas as minhas forças. Não. Eu continuo aqui, idiota ao ponto de imaginar que um dia, poderemos fazer tudo de novo. Mesmo sabendo que isso é impossível, mesmo sabendo que seu orgulho jamais permitiria isso, mesmo sabendo que não me dou bem com desconfianças e todos os dias eu acharia que novamente você viria com aquele papo “Estou sem tempo para mim”. Foda-se seu tempo, você, e todo esse amor que agora só me faz mal. Cansei disso tudo, infelizmente, cansei de querer você mais que a mim.
Mas vem aí, um ano novinho em folha!
Quem sabe junto com ele uma vida novinha em folha? Sentimentos novinhos? Um amor novinho, como aquele com cheiro de orvalho e toque de pureza? Ou quem sabe sem amor mesmo? E eu vou continuar, sempre continuo...
É, acho que no fundo eu soube que tudo terminaria desde que começamos.
Eu soube que meu amor era muito grande, tão grande que um dia transbordaria de mim mesmo e sairia por aí em outros cantos, outros toques, outros olhares...
Mas não me tire de vez da sua vida! Não me tire ‘para sempre’ dela. Quero saber se você tá bem, se você está feliz... Seja feliz. Seja muito feliz.
Hoje estou triste e não vou mais lutar, acho que mereço um descanso.
Ah, sabia que meu quarto está com novos porta-retratos?
É, eu retirei aquela foto antiga, junto com umas lembranças velhas que guardava no coração... Sim, você estava em todas elas.



Para ouvir, enquanto lê:
50 Receitas - Leoni

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Um sonho, daqueles de sorrir sem motivo...


“Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou (…). Eu abandono histórias, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia (…). Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena. Remar. Re-amar. Amar…”
Caio Fernando Abreu


Foi um sonho. Daqueles de dar água na boca e um conforto quentinho no coração.
Foi um sonho, mas não apenas mais um sonho... Foi um sonho lindo! Daqueles que a gente não quer acordar por mais bonito que esteja o dia, sabe?
Aquele sonho que nos dá um sorriso no cantinho dos lábios só de lembrarmos a respeito dele.
Nele, você estava lá, exatamente da maneira que sempre imaginei como seria nossa relação minuto após minuto. Aquele sorriso estampado na cara, praticamente dizendo ao mundo: Enfim, sou feliz. Quer embarcar nessa também?
Aquela cumplicidade linda, que vejo hoje em dia em todos os casais, isso existia em meu sonho, isso existia em cada pedacinho do ‘nós’ ali. Eu poderia te dizer tudo e como foi cada detalhe do nosso dia tão sonhado que ainda não existiu... Mas sabe por que acho que sonhei? Medo desse dia nunca chegar.
Medo de estar fazendo uma história de amor solitária em cima de um breve 'Era uma vez...".
Medo de estar romanceando sozinho, sem sua companhia.
Eu tenho tanto medo do nosso dia nunca chegar que acabei construindo cada parte dele, como quem constrói um castelo de areia sabendo que um dia vai desmoronar. Mas mesmo assim arruma a terra, dá formato, dá vida, dá alma, dá coração, dá qualquer-sentimento-exarcebado que faça valer a pena aquele estado de espera, de vontade, de uma saudade irracional daquilo que ainda não existiu.
Eu tenho tanto medo que você seja apenas uma ilusão que criei para ser feliz, apenas uma parte da minha história que não terá continuidade. Eu não quero isso! Eu quero você em todas as parcelas de tempo do meu dia. Eu te quero para mostrar a si mesmo o quanto posso te fazer feliz, cara! Eu quero cada toque de suas mãos, cada sentimento do seu coração, cada suspiro dado por um sinal de amor. Eu quero até mesmo as suas tristezas, limpar suas lágrimas e beijar sua bochecha quando você precisar apenas de um colo, de um amigo...
Eu te quero e não para depois, não para outro dia, outra semana, outra vida... Eu te quero agora! Te quero para os meus instantes todos que sinto cada pensamento seu mesmo estando longe.
Sente o tamanho disso tudo? Sente o quanto posso abobalhar seu coração que já é tão bobo, tão lindo, tão meu?
É isso que quero fazer com cada pedaço teu meu bem. Quero, junto contigo meu companheiro, construir um castelo. Mas que esse não seja de areia, nem de nenhum material frágil... Que ele seja construído com ternura, moldado com carinho, finalizado com amor e modificado com o tempo pela esperança.
Vamos construir esse castelo?
Prometo que te ajudo em cada detalhe e no final te dou um beijo na testa. Sinal de respeito? Não apenas isso. Sinal de que quero estar sempre na sua cabeça enquanto moro em seu coração.

Música para ouvir enquanto lê:Pink - Fucking Perfect


*Galera, me desculpe a demora para postar aqui! Final de Termo é essa correria, provas, trabalhos... Mas muito obrigado por continuarem acompanhando meu blog. <3

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Continue Menina, continue...


"Tente. Sei lá, tem sempre um pôr-do-sol esperando para ser visto, uma árvore, um pássaro, um rio, uma nuvem. Pelo menos sorria, procure sentir amor. Imagine. Invente. Sonhe. Voe. Se a realidade te alimenta com merda, meu irmão, a mente pode te alimentar com flores. Eu não estou fazendo nada de errado. Só estou tentando deixar as coisas um pouco mais bonitas."
Caio Fernando Abreu

A menina das sapatilhas douradas estava cansada. Tudo que fizera, parecia em vão! Ela lutou, relutou, e mesmo assim, nada. Ela tentou ter a leveza da borboleta, que tão linda pairava em cada toque de orvalho. Ela tentou compreender a tal ciranda da vida, que enquanto rodava fazia seu ciclo... E o ciclo é isso: Início, meio, fim, início, meio, fim, início...
Chega! Ela já não agüentava o peso de suas sapatilhas, A dor no seu coração e a esperança tão exausta. Ela só queria ser feliz! E tentou, tentou de tudo, de todas as formas.
A menina borboleta, enquanto cirandava pelo ciclo da sua vida resolveu abandonar suas sapatilhas, pendurá-las e esquecer quem um dia dançou tanto pelo baile da vida, esquecer da dor que esse baile causara em sua face branca, nua e cansada.
Então, ela ficou parada. Quis só olhar... Já não queria participar do baile. Pensou em tirar seu vestido de festa e dormir, sonhar e ficar quietinha enquanto os outros continuassem tentando.
Sua amiga, a velha borboleta já não tinha mais aquele brilho antigo porém continuava linda e borboleteando entre as palavras. Ela chegou perto da menina e pousou em seu ombro, sussurrando:
- Menina, não perca as esperanças. Nesse tal baile da vida, só vence quem dança até o fim. Quem continua apesar das feridas nos pés... Quem prossegue apesar de suas asas quebradas e mesmo assim tenta alcançar o vôo. Vai menina, levante-se... Não perca a oportunidade única. Coloque um sorriso no rosto e continue! O baile não pode parar, a ciranda não pode acabar e você não deve desistir.
A menina exausta, disse a borboleta:
- Minha amiga, não sei se agüento... Já sofri demais nesse baile. Muita gente pisou no meu pé, me derrubou no chão e me deixaram caída. Não deveria voltar lá, estou com medo.
- O medo escurece o baile e te impede de ver o melhor da dança. Vai lá menina, coloque suas sapatilhas e rodopie pelo salão-mundo. Sempre tem uma surpresa escondidinha em cada novo passo de dança.

A menina sorriu enquanto uma lágrima caía dos seus olhos. Ela estava entendendo, a menina borboleta começava a dar lugar a uma mocinha bailaria, que mesmo cansada de saltitar deveria continuar... E saiu dançando e alegrando quem passava ao seu redor. Borboleteando entre as pessoas ela enfim entendeu, que o poder da vida é ter a força de continuar.

Música para ouvir enquanto lê: Mine - Taylor Swift

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

História de um amor unilateral


Quando partiu, levava as mãos no bolso, a cabeça erguida.
Não olhava para trás, porque olhar para trás era uma maneira de ficar num pedaço qualquer para partir incompleto, ficado em meio para trás.
Não olhava, pois, e, pois não ficava. Completo, partiu.
Caio F. Abreu

E então, num duro golpe de palavras ele disse-lhe de forma transparente:
- Não te quero. Nunca te quis... Será que você não entende?
Ela louca por ele, fitando-o de forma descompassada disse-lhe:
- Eu não entendo. Não posso entender como fiz de você uma razão pra viver! Não posso entender como alguém passa a amar mais a outra pessoa que a si mesma... Quer dizer, eu sei, eu amo. Eu te amo e te odeio todos os dias, por cada segundo que passo é assim! Meu amor por você é tão alienado que passo a crer até mesmo em mentiras incabíveis quando te olho. Ah, quando te olho... Esse mundo de crendices, desafetos e amarguras desaparecem. Quando eu te olho eu me acalmo e me sinto mais perto de mim mesma, sinto minha alma saindo pela minha carne e penetrando em meus poros.
Eu te odeio tanto, tanto! Te odeio tanto por não corresponder a esse amor, que mesmo sujo, tolo, sem graça, exposto em sangue... É o que me limpa de estar viva mesmo sem querer. Querer, sim eu quero. Eu quero você! Te quero por nós dois. O meu amor é tão grande que ultrapassaria as barreiras dos desejos ocultos em você e faria você me olhar com os olhos de carinho e ternura. Eu te amo tanto, que é por você que espero todos os dias ainda naquela praça... Sentada com minhas sapatilhas cor-de-rosa, aguardando um encontro que ficou prometido só nas entrelinhas dos meus pensamentos. Tenho tanta coisa para te dizer! Tanto sentimento-abobalhado-aumentado-exagerado para lhe mostrar.
Vem comigo, afunde, lute, brinque, sorria ao ver meu sorriso... Eu te preciso tanto!
Me deixa chafurdar nessa dor de sentimentos exagerados, eles fazem eu me sentir mais viva, mais menina serelepe brincando de dança de roda... A vida sem você é muito ruim meu companheiro. Sem cor, nem mesmo dor... Nem nada.

Ele então lhe deu um abraço apertado, beijou-a na testa com todo respeito que sentia pelo sentimento da menina e saiu calado, andando pela noite fria. Provavelmente seguiria sua vida, conheceria outras moças, outros gostos, outros cheiros... É o ciclo.
A menina princesa de um castelo desabitado, de um príncipe sem cavalo branco, por sua vez, alternando entre os soluços e lágrimas, sentiu um alívio tremendo por enfim dizer tudo que sentia, tudo que saía de cada parte de sua carne viva tão cheia de cicatrizes.
E então ela também saiu andando, com um sorriso doce no canto da boca e lágrimas escorrendo em sua face. Enquanto andava com o coração leve se enchia de Vinícius de Moraes e cantava, amargurada porém com uma pontinha de esperança que tudo um dia podia mudar: "
A felicidade é como a gota de orvalho numa pétala de flor, brilha tranqüila depois de leve oscila... E cai como uma lágrima de amor!"

Dica: Música Felicidade, de Vinícius de Moraes, clique aqui para ouvir!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Doa-se um coração.


Um café e um amor. Quentes, por favor.
Caio F. Abreu

Doa-se um coração. Espaçoso e confortável, esse coração está a disposição de quem o quiser. Ele já teve alguns donos, talvez por isso tenha ainda tantas rachaduras em sua parte interna. Ele possui algumas feridas recém cicatrizadas, mas que ainda doem de vez em quando.
Doa-se um coração amoroso, fiel e leal. Esse coração já está cansado de bater tão forte e tão rápido. Eu, como seu hospedeiro sou o culpado, minha intensidade fez com que ele apanhasse muito mais que batia. Esse coração tem espaço de sobra para quem queira habitar nele e vontade imensa de ser cuidado por alguém. Seu último dono não o tratou com delicadeza, aumentou seus buraquinhos e acabou quebrando uns pedacinhos de esperança que ainda sobravam.
Estou doando esse coração para que você, seu novo dono, possa me desafogar dessa correnteza de problemas que parecem não ter fim. E não só para isso, mas para me provar que tenho que acreditar em tudo de novo, e que eu queira doar-me inteiro, em cada detalhe. O novo morador desse coração deve aprender que antes de entrar e se hospedar, tem que cuidar de cada cômodo de afeto e amor outrora destruídos. Ele tem que entrar com cuidado, para que não desmorone o teto de carinho que ainda existe nele e está por um fio...
O novo morador tem que fazer uma limpeza geral e de lá tirar todas as tristezas que o coração tão abatido já sofreu. Tem que entrar com calma e vigor, tranqüilidade e boa vontade. Só assim ele vai conseguir fazer com que o coração sobreviva para um novo ciclo.
Doa-se um coração que está farto de se doar e doer tanto, mas que quer ser habitado por alguém que realmente o mereça.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Vem, eu ainda te espero.

Estou te querendo muito bem neste minuto. Tinha vontade que você estivesse aqui e eu pudesse te mostrar muitas coisas, grandes, pequenas, e sem nenhuma importância, algumas. (...) E eu tento te enviar a minha melhor vibração de axé. Mesmo que a gente se perca, não importa. Que tenha se transformado em passado antes de virar futuro. Mas que seja bom o que vier, para você, para mim.
Caio Fernando Abreu

A ansiedade pela sua espera tem tomado conta de mim.
Sabe, você está entre todos os meus passeios e devaneios e também em qualquer mera tentativa de felicidade recíproca. Você está naquela tarde vazia, onde em minha solidão escrevi mais um de meus textos. Você está naquele dia chuvoso, onde sozinho eu assistia a chuva acariciando lentamente as folhas. Você participou daquele meu choro, onde agarrado em meu travesseiro eu só queria seu abraço, seu afago, meu futuro.
Comigo, você esteve, quando passei a admirar de forma verídica a beleza das flores e cada cor de suas pétalas.
Foi você que esteve comigo quando sentei a beira do mar e senti a brisa me mudando, modificando, acalmando essa espera alucinada por você. O vento forte me moldando como molda o relevo, ou uma grande montanha cheia de vivências, experiências, descrenças.
Foi por você que esperei esse tempo todo, foi para você que cada ínfimo detalhe do meu corpo foi feito. Você que participou comigo da ausência de sentimentos que fizeram parte da minha ciranda infindável.
Então venha, apareça!
Não me faça desacreditar em sua existência. Não me faça crer que você é apenas uma idéia ilusória que criei para não me afundar em amargura e espera. Não me deixe acreditar no que eles dizem, no que eles conspiram para que eu acredite. Se mostre!
Vem e me aperta, me gela, me esquenta, me beija, me faça acreditar que te esperei por esse tempo todo e valeu a pena! Vem, que eu libero o espaço entre os meus abraços e te aperto, te cuido, te acaricio, te existo em mim de uma maneira descomunal.
Vem que eu te toco com os olhos de carinho e te beijo com as mãos de ternura!
Eu estou aqui, tenho tudo de mim para dar. Tenho um coração pronto pra te receber, cheio de espaço, cheio de amor, cheio de nós.
Então vem, enquanto eu ainda acredito! Enquanto ainda tenho forças. Vem!

* Obrigado pelos novos seguidores! MUITO grato por todos vocês amores. *-*