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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A ansiedade e tantas outras tantas coisas.


Vou te ligar. Fico matutando apegado ao assunto o dia todo, como aquele último chiclete de esperança, que já está gasto e sem gosto, mas você continua insistindo em mascar, muito porque não sabe mais o que fazer com a própria língua e dentes. Você pode estar doente. Pode estar carente, com saudade, precisando me dizer uma coisa que nunca teve coragem de dizer.
Gabito Nunes


Sempre fui ansioso. Desde quando eu era criança, me lembro de que assim que terminava meu aniversário já começava a contar os dias para o próximo. É que sempre gostei de ser feliz, ser presenteado, receber energia positiva de quem me ama. Nunca fui dessa gente que só busca motivo para ser triste, muito pelo contrário, eu sempre tentei ver a parte mais bonita de tudo. E então, quando você diz que vem às seis horas e quarenta e cinco minutos, em uma sexta-feira daqui a algumas semanas, já me arrumo. Me preparo. Quero tudo em perfeita ordem, quero valer a pena por que sei o quanto valho. Começo a arrumar a casa, deixo tudo da forma que sei que você vai gostar, pois te conheço há muito. E sei há muito do que você gosta. Depois da casa arrumada, vou para meu coração. Coloco ele na realidade que ele deve ter, vou limpando os cômodos tão vazios dele. Retirando a poeira, relembrando sujeiras, retirando as impurezas e o deixando como novo com cheiro de lavanda e alecrim. Vou relembrando a ele fatos, mostrando que não devo esperar muito para que eu não me machuque como daquela vez. E então, faxina no coração terminada entro dentro dele e começo a andar de um lado ao outro. Ansioso. Com medo. Querendo que essas semanas passem rápido como um furacão. Me desespero. Tento puxar assuntos variados. Corro pra você, e saio correndo de você. Me jogo no chão da sala, e começo a pensar : E se não der certo? E se dessa vez der certo? E se eu não for o suficiente? E se você não for o suficiente? E grito. Grito meu grito mais pesado. Grito um grito de busca, de sinestesia, de sentimentos guardados. Grito como quem quer te ter para sempre mas guarda isso, deixa quietinho, escondidinho. Corro para meu cérebro. Apesar do meu lado todo sentimental e intenso, ele consegue me parar. Ele sempre me diz e sabe o que fazer, por mais que tantas vezes eu faça o oposto. Entro nele, mas a ansiedade não passa. Busco memórias, filtro seletivamente as palavras. Toco em lembranças. Assumo emoções. Corro os riscos. E grito novamente. Um grito de lembrança. Um grito de vontade. Na verdade, um grito racional de vontade. Por saber que eu te preciso, não só no coração, como na casa e na cabeça. E então você vem falar comigo.
- E aí, tudo bem?
- E eu respondo, tudo e você?
Eu queria mesmo era te dizer:
- Claro que estou bem! Agora você vem. E vem sem eu chamar. Vem sem eu pedir! Dessa vez você vem mais aberto, vem com vontade e vem para que a gente se ajeite em minha cama de solteiro enquanto assiste mais um episódio daquele seriado. E para que a gente ria juntos, e se beije e se sinta. Agora você vem e como eu não estaria ótimo? Olho para as dores do mundo e nem as acho mais tão feias, por que você vem. Você vai estar aqui comigo me ajudando caso eu tenha uma dor também. E eu vou estar com você! Se eu estou bem? Eu estou é no paraíso. Sentindo-me aquele adolescente que acreditava em tudo de novo. Acredito em tudo de novo. Acredito em você de novo. E me sinto novo, em folha. E não espero o depois, eu espero o agora. O Depois vai vir, vai vir comigo e com você.
Mas não posso te dizer isso, eu sei que você não sabe lidar com algo caso me machuque. Sei que você não sabe lidar caso frustre minhas expectativas. Logo você que tantas vezes demonstra uma frieza tamanha, quer mostrar muitas das vezes que no lugar do coração tem um iceberg. Logo você que me disse tantas vezes que estava fechado. Logo você, que sempre se mostra longe de romances. Logo você, se preocupa mais comigo que consigo mesmo. Em mim você confia. E me quer. E sabe que me tem. Mas preciso me comportar, não vou estragar nada. E nem você. Tudo que eu quero é te fazer meu, rasgar a sua roupa, comer as suas vontades, saciar seus pensamentos, estraçalhar sua calma e aguçar sua espera. Mas preciso me comportar agora para que no depois, você seja meu inteiro.

Para ouvir, enquanto me lê: To Know Him Is To Love Him - Amy Winehouse

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Gente de Verdade


"Eu sou essa gente que se dói inteira porque não vive só na superfície das coisas."
Clarice Lispector


Eu sou dessa gente inteira, por mais que algumas metades me façam repensar nessa afirmação. Quem conhece meu coração sabe que ele é lindo e com uma antiga pureza exacerbada, com gramado verde e flores amarelas, luz... Frutas maduras prontas para serem colhidas apesar dos pântanos negros em sua volta.
Quem olha minha cabeça, sabe que apesar dos poços escuros, existe um pouco de vida em cada um deles, e a luz que fica em sua volta compensa a escuridão que os rodeia.
Sou dessa gente toda pra dentro, que ao reconhecer outra alma com uma pureza e uns apelos de putrefação se abre, se consola, se abraça e se torna dessa gente toda pra fora. Que não tem vergonha do que é, e nem vergonha do que vai ser. Por que essa gente, toda recolhida, nunca vai entender como essa gente de verdade, vive ou morre.

Para ouvir enquanto me lê: Uma delicada Forma de Calor - Zeca Baleiro e Lobão

segunda-feira, 11 de julho de 2011

e vai continuar sendo você!


A gente se apertou um contra o outro. A gente queria ficar apertado assim porque nos completávamos desse jeito, o corpo de um sendo a metade perdida do corpo do outro.
[Caio F. Abreu]

Eu abro a janela, e através dela sinto aquela brisa suave que me lembra você. Me lembra a suavidade que se tornou minha vida quando você passou a ser uma das principais partes dela. Me lembra como é bom, como está sendo bom poder te sentir a cada novo detalhe do nosso ‘nós’ tão cheio de vida, tão cheio de amor. Antes, minha vida estava como um quarto escuro, em que eu estava lá dentro, em um cantinho bem quietinho. Sem novidades, sem grandes esperanças. Eu estava há um tempo sem sorrir de verdade, sem entender o que é estar bem-todos-os-dias. Mas então, ao longe enxerguei um sorriso, lindo... Tão lindo que não me permitiu entristecer por nenhum segundo. Um sorriso em que eu enxergava sua beleza, sua magnitude, sua verdadeira face que até então era desconhecida pra mim. Fui me aproximando, com medo desse sorriso lindo não poder fazer parte da minha vida, fui com cuidado... Mas antes que eu tropeçasse você me abraçou forte, me segurou e fez com que ali eu entendesse como essa vida é. Olhei nos seus olhos e ali eu vi tudo, tudo que precisava pra continuar. Olhei e dentro deles estavam suas marcas do passado, suas tristezas, suas alegrias, seu amor... Olhei mais fundo e pude ver tudo que sonharíamos juntos. E então, eu te apertei forte, te abracei e senti que aquele era meu lugar e ali era onde eu deveria estar.
E então, têm sido assim. Dias lindos, quentinhos e com muita ternura. Dias em que quando durmo, não vejo a hora de chegar o outro dia para poder estar mais com você. Dias em que quero fazer de você a pessoa mais feliz do mundo!
E eu quero tanto! Quero poder te acordar com um café na cama e beijinhos no pescoço. Quero realizar seus desejos e fazer com que cada um deles sejam especiais. Quero poder olhar nos seus olhos, sempre com a certeza que eles estarão me olhando de volta e que a cada sensação sejamos renovados, retocados juntos pelo tempo.
Quero você e meu futuro juntos, podendo olhar para o mesmo lado e pensar nos mesmos objetivos. Quero pintar sorrisos em seus lábios e fazer de você a pessoa mais feliz do mundo.
Quero ter você, seus amigos, sua família e todo seu amor, seu afago, seu carinho. Quero ser sua parte mais bonita, seu maior orgulho e sua maior conquista. Quero ser seu ponto fraco, seu amigo, seu amante, seu companheiro. Quero ser seu sorriso no intervalo das horas e quero ser aquele em que você pode confiar, e seguir sem medo.
Quero poder te encontrar nos meus sonhos e acordar sabendo que tudo aquilo faz parte de mim, da minha vida.
Quero poder gargalhar contigo, enquanto faço carinhos em seus cabelos pensando: Como eu sou sortudo... Que bom meu Deus, que bom!
E então estar com você se tornou a melhor parte do meu dia. Estar assim, abraçados, nos completando a cada novo toque, a cada novo sorriso.
E é você, e vai continuar sendo você a minha melhor parte!

Para ouvir enquanto lê: Teenage Dream - Glee Cast Version

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Continue Menina, continue...


"Tente. Sei lá, tem sempre um pôr-do-sol esperando para ser visto, uma árvore, um pássaro, um rio, uma nuvem. Pelo menos sorria, procure sentir amor. Imagine. Invente. Sonhe. Voe. Se a realidade te alimenta com merda, meu irmão, a mente pode te alimentar com flores. Eu não estou fazendo nada de errado. Só estou tentando deixar as coisas um pouco mais bonitas."
Caio Fernando Abreu

A menina das sapatilhas douradas estava cansada. Tudo que fizera, parecia em vão! Ela lutou, relutou, e mesmo assim, nada. Ela tentou ter a leveza da borboleta, que tão linda pairava em cada toque de orvalho. Ela tentou compreender a tal ciranda da vida, que enquanto rodava fazia seu ciclo... E o ciclo é isso: Início, meio, fim, início, meio, fim, início...
Chega! Ela já não agüentava o peso de suas sapatilhas, A dor no seu coração e a esperança tão exausta. Ela só queria ser feliz! E tentou, tentou de tudo, de todas as formas.
A menina borboleta, enquanto cirandava pelo ciclo da sua vida resolveu abandonar suas sapatilhas, pendurá-las e esquecer quem um dia dançou tanto pelo baile da vida, esquecer da dor que esse baile causara em sua face branca, nua e cansada.
Então, ela ficou parada. Quis só olhar... Já não queria participar do baile. Pensou em tirar seu vestido de festa e dormir, sonhar e ficar quietinha enquanto os outros continuassem tentando.
Sua amiga, a velha borboleta já não tinha mais aquele brilho antigo porém continuava linda e borboleteando entre as palavras. Ela chegou perto da menina e pousou em seu ombro, sussurrando:
- Menina, não perca as esperanças. Nesse tal baile da vida, só vence quem dança até o fim. Quem continua apesar das feridas nos pés... Quem prossegue apesar de suas asas quebradas e mesmo assim tenta alcançar o vôo. Vai menina, levante-se... Não perca a oportunidade única. Coloque um sorriso no rosto e continue! O baile não pode parar, a ciranda não pode acabar e você não deve desistir.
A menina exausta, disse a borboleta:
- Minha amiga, não sei se agüento... Já sofri demais nesse baile. Muita gente pisou no meu pé, me derrubou no chão e me deixaram caída. Não deveria voltar lá, estou com medo.
- O medo escurece o baile e te impede de ver o melhor da dança. Vai lá menina, coloque suas sapatilhas e rodopie pelo salão-mundo. Sempre tem uma surpresa escondidinha em cada novo passo de dança.

A menina sorriu enquanto uma lágrima caía dos seus olhos. Ela estava entendendo, a menina borboleta começava a dar lugar a uma mocinha bailaria, que mesmo cansada de saltitar deveria continuar... E saiu dançando e alegrando quem passava ao seu redor. Borboleteando entre as pessoas ela enfim entendeu, que o poder da vida é ter a força de continuar.

Música para ouvir enquanto lê: Mine - Taylor Swift

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Doa-se um coração.


Um café e um amor. Quentes, por favor.
Caio F. Abreu

Doa-se um coração. Espaçoso e confortável, esse coração está a disposição de quem o quiser. Ele já teve alguns donos, talvez por isso tenha ainda tantas rachaduras em sua parte interna. Ele possui algumas feridas recém cicatrizadas, mas que ainda doem de vez em quando.
Doa-se um coração amoroso, fiel e leal. Esse coração já está cansado de bater tão forte e tão rápido. Eu, como seu hospedeiro sou o culpado, minha intensidade fez com que ele apanhasse muito mais que batia. Esse coração tem espaço de sobra para quem queira habitar nele e vontade imensa de ser cuidado por alguém. Seu último dono não o tratou com delicadeza, aumentou seus buraquinhos e acabou quebrando uns pedacinhos de esperança que ainda sobravam.
Estou doando esse coração para que você, seu novo dono, possa me desafogar dessa correnteza de problemas que parecem não ter fim. E não só para isso, mas para me provar que tenho que acreditar em tudo de novo, e que eu queira doar-me inteiro, em cada detalhe. O novo morador desse coração deve aprender que antes de entrar e se hospedar, tem que cuidar de cada cômodo de afeto e amor outrora destruídos. Ele tem que entrar com cuidado, para que não desmorone o teto de carinho que ainda existe nele e está por um fio...
O novo morador tem que fazer uma limpeza geral e de lá tirar todas as tristezas que o coração tão abatido já sofreu. Tem que entrar com calma e vigor, tranqüilidade e boa vontade. Só assim ele vai conseguir fazer com que o coração sobreviva para um novo ciclo.
Doa-se um coração que está farto de se doar e doer tanto, mas que quer ser habitado por alguém que realmente o mereça.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Borboleteando entre as palavras


Sei que é primavera porque sinto um perfume de pólen no ar.
Clarice Lispector

E enquanto a Roda Furiosa da vida girava, a menina olhava e observava cada detalhe daquela fada-inseto. Via crescer em suas asas uma grande força, suas antenas sentia cada detalhe do mundo exterior em sua volta e tranquilamente, borboleteava entre as flores e o pólen.
Curiosa como sempre foi, a menina perguntou a borboleta:
- Como você pode ser assim, tão leve?
A borboleta, com voz de cumplicidade disse:
- Eu passei por muita coisa antes dessa leveza. Já me rastejei como uma lagarta, sentido cada gosto de chão sujo... Já sofri mudanças que imaginei não sair viva de nenhuma delas. Fiquei presa e me senti totalmente acuada dentro de um casulo.
- E como chegou até aí? – perguntou-lhe a menina que lhe fitava de forma esperançosa.
- Lutei com todas as forças para sair do meu casulo, lutei com força e habilidade. Precisava ver como o meu céu particular estava lá fora. É o ciclo mocinha, primeiro nos rastejamos, depois ficamos presos e apenas com muita força de vontade saímos da escuridão e conseguimos atingir a leveza de sentir a tranqüilidade de mais um dia bem vivido.
Depois de ouvir as palavras da borboleta, a menina saiu por aí com seu cabelo de fita balançando ao vento, pode sentir a brisa e a leveza de borboletear entre o caos e a vida.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

E eu aqui, olhando.


Eu chorei um oceano inteiro essa noite. Eu precisava esvaziar.
Caio F. Abreu

Percebo o mundo em minha volta girar com uma velocidade descompassada.
Noto as reações diversas e mudanças notáveis em tudo que está girando junto com o mundo, com a volta, e com as re-voltas que ele dá.
Vejo as pessoas caminharem até um porto onde se sentem seguras, onde podem passar a ter maior percepção do que acham que pode ser verdade nesse lugar, onde mentirosos tem a palavra, corruptos tem o poder e inocentes pagam pecados.
Noto a vida com toda a sua efervescência acontecer em minha volta. Acontece com todas as pessoas essas reviravoltas mundanas de coisas indescritíveis... Mas me vejo ali. Olha, ali no meio dessa roda viva inconseqüente. Com medo, com angústia e sem saber para onde correr caso o carrossel gigante passe por cima de tudo.
Estou ali, vendo a vida passar nua e crua. Com toda sua verdade e mentira. Com todas as suas delícias e indelicadezas. Com todo seu prazer e tortura. Com toda sua fidelidade transtornada e sonhos inúteis. Com todas suas lembranças e acasos...
Passo a ver a vida de fora, como se eu não fizesse parte desse novelo e queira me desenrolar disso tudo o mais breve possível. Começo a sentir que essa roda furiosa passa tão rápido, que ao nos darmos conta, já estamos lambuzados dela. Já estamos transtornados de tanta falta de paz que ela nos dá.
A vida enlouquecida vai, vai com todo seu ímpeto. Constrói, destrói, nasce, mata, vive, morre, felicita, entristece!
A vida, o carrossel gigante que gostamos de brincar. Gostamos do perigo que esse carrossel que se mostra tão inofensivo pode conter!
É, é isso.
Enquanto estou aqui, lendo, olhando e escrevendo... A roda gira. O carrossel canta.
E a vida passa.

*Amores, fico feliz por todos os comentários e todos que tem entrado, seguido meu blog e participado do meu céu particular. MUITO grato por vocês virem aqui sempre!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Me encontra...


Fico pensando onde está você,
E se você estaria pensando em me encontrar...
Como sou, onde estou e onde quero chegar,
Como sou, como é que vai ser e onde vou te levar!
Mas se você me ver pode acenar pra mim...
Já pensou que louco te encontrar assim?
Me encontra - Charlie Brown Jr.

Minha ânsia de achar alguém sempre foi algo incessante. Sempre procurei meu par imperfeito por todos os lados, de todos os jeitos, cores, tamanhos, formatos e afins!
Procurei, encontrei tantos e me desencontrei depois de todos eles. É assim, os caminhos foram se cruzando e se partindo muito rápido, muito mais rápido do que eu imaginava.
Mas eu cheguei a um certo ponto da minha vida onde cansei de procurar. Cansei de olhar ao redor tentando encontrar um olhar perdido, que assim como o meu, procura, procura, procura...
Cansei de tentar criar romances de onde não existia sequer um afeto maior.
Enjoei extremamente de ter relações superficiais, com pessoas superficiais que não completam nem uma parte das intensidades incabíveis dentro de mim mesmo.
Estou farto de criar ilusões, planos e fantasias e depois destruir todos com minhas próprias mãos.
Enjoei de mandar bilhetinhos, fofurinhas, ternurinhas e tudo que termina no diminutivo e não receber nada disso de volta.
Agora, eu quero é aumentar! Quero aumentar minha visão de mundo e minha percepção do que eu realmente sempre procurei por minha vida toda.
Eu quero ter alguém pra multiplicar meus sentimentos, tomar conta dos meus dias e do meu coração. Eu quero alguém, mas não um alguém qualquer... Tem que ser O alguém.
Não quero mais procurar. Agora, é minha vez de ser encontrado!
Quero que alguém procure meu olhar perdido e chegue até mim dizendo:
- Posso te mostrar o caminho?
Quero que alguém chegue até mim, toque no meu ombro e sinta que foi por mim sua procura e o tempo todo eu estava ali, apenas aguardando sua chegada.
Quero que a pessoa imperfeita chegue intensa como eu sempre fui. Que chegue até mim choque, carne viva, sangrando emoções e disparando meu coração ao máximo.
Agora, eu quero que me encham de mimos e de diminutivos, onde eu possa me sentir tão grande que abraçar o mundo apenas não seja o suficiente.
Quero sentir frio na barriga de novo. Mas quero que sintam esse frio junto comigo... E que ele penetre dentro da alma se transformando em fogo, em sangue, em paixão...
Não se canse como eu me cansei, continue me procurando. Eu estou aqui, alma, fogo, volúpia, amor...
Estou apenas, te esperando.
Hey, por onde você anda?
Chegou a hora de me encontrar!

*Os comentários de vocês sempre me emocionam!
Obrigado pelo carinho.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A vida e o céu!


Não quero mais ser feliz. Nem triste. Nem nada. Eu quis muito mandar na vida. Agora, nem chego a ser mandada por ela. Eu simplesmente me recuso a repassar a história, seja ela qual for, pela milésima vez. Deixa a vida ser como é. Desde que eu continue dormindo.
Tati Bernardi

A vida realmente é uma coisa fantástica. Uma surpresa atrás da outra! E eu posso observá-la fazendo uma comparação talvez tola porém para mim a mais sincera possível.
Acabo comparando-a com o céu. Sim! Esse céu que está todos os dias acima das nossas cabeças. A vida, assim como nosso céu particular, se modifica, se transforma, por mais parecida que tanto um quanto o outro esteja todos os dias. Tem dias que o céu está totalmente nublado de pensamentos, obscuro de alma, cheio de nuvens carregadas de incertezas, mágoas... Um céu cinza, sem nenhum tipo de cor ou vida. Normalmente, após esse céu cinza, escuro, tenebroso, vem uma grande tempestade! Daquelas que você tem medo até mesmo de colocar um pé fora da cama. Aquelas cheias de raios de raiva, trovões de medo e angústia e muita água, muita água para lavar toda a alma desses seres viventes tão dependentes do seu próprio ambiente.
Shiiiu! Você pode sentir? Pode ouvir? Tá tudo mais quietinho!
Calma... Serenidade... Sinta, ouça! Lá na janela os pingos da chuva batem delicadamente no vidro, e podemos sentir uma tranqüilidade invejável, uma calmaria que só o barulho daquelas gotas calmas pode nos trazer.
Pronto, chegou a sua vez! De alma lavada, sonhos limpos e coração puro é sua vez de ir ver como está o tempo lá fora. Medo? Calma! Não fique com medo. A chuva já passou, o tempo frio e úmido se foi, vai com a sua fé e sua coragem tão utilizada todo esse tempo, prove que no seu céu particular tudo pode mudar, tudo pode se curar! E não importa se as ventanias te causam pânico ou os raios te deixam sem saber o que fazer, é hora da sua coragem! Abre a porta, e uma fresta linda de raio de sol entra em você, na sua alma, iluminando cada ponto do seu corpo e trazendo a certeza de que tudo mudou dentro do seu coração tão cheio de pancadas, quedas e decepções. O primeiro passo para fora do seu esconderijo foi dado, e lá fora agora se mostra um lindo céu azul cheio de magnitude, cheio de fé! Aqueles dias em que o céu está sem nenhuma nuvenzinha para contar história e nossa vida está sem nenhuma amargura para nos preocupar. Sim, esse é o dia e é essa a sua hora! Siga seu caminho da felicidade, percorra os obstáculos das chuvas tempestivas e dos grandes temporais. Pegue o guarda-chuva da fé e calce as botas da coragem! Siga em frente, o caminho é longo, a estrada é perigosa e a felicidade é garantida.

sábado, 21 de agosto de 2010

É diferente!


"Eu estou vivendo uma coisa muito boa. Aquela coisa que a gente suspeita que nunca vai acontecer. Aconteceu. "
(Caio F. Abreu)


É diferente de tudo aquilo que pensei.
Sabe quando algo totalmente surpreendente acontece? Pois é está sendo assim. Estou sentindo uma liberdade incrível ao estar em seus abraços e é tão incrível que ao mesmo tempo eu me sinto como um pássaro, que deseja estar dentro de uma gaiola, de uma segurança, de um afeto, só para te ter mais por perto, mais dentro, mais nós.
Sim, a liberdade e o alívio de não ser tão livre assim! Como Clarice diz: Liberdade demais ofende. E ofende mesmo!
E o que está me fazendo tão bem hoje é saber que já não sou tão livre assim, que você tem braços para me apertar, boca para me beijar, pernas para me fazer delirar e carinhos para eu amar, sim... Amar. Amar a chance de ser feliz de novo, amar a chance de te conhecer e tudo que pode vir com tudo isso... Ver seus olhos está me fazendo bem, sentir você está me fazendo bem. Não, não estou deixando as coisas rápidas demais e nem nada disso. Estou dizendo o que está explodindo aqui dentro desse meu coração tão bipolar. Estou gritando ao mundo que eu sei, sim, EU POSSO SER FELIZ NOVAMENTE!
Meu coração está feliz, está livre... Ele está a borboletear por todos os cantos do seu mundo. Sorrindo flores e esbanjando amores!
E eu quero. Quero ser seu anjo.
Quero ser aquele que vai estar com você e vai te colocar no colo para dormir! Quero ser seu anjo protetor, seu anjo amado, seu anjo sem asas mas com um coração cheio de si para dar.
Hoje é diferente, hoje aconteceu, hoje tudo mudou, tudo melhorou, tudo revigorou.
É diferente, tão diferente de tudo aquilo que pensei.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Carta ao Estranho.


"... Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, espararei quanto tempo for preciso."
Clarice Lispector


Estranho,

Não gosto de normalidades. Sim, não curto esse tipo de vida ‘normal’, pessoas ‘normais’ e tudo que criamos com a nossa ‘normalidade’ excessiva.
Não suporto a normalidade de sentimentos e nem qualquer tipo de coisa que seja óbvia demais, fácil demais, normal demais...
Eu sou a intensidade dos sentimentos dentro de um corpo em constante e total movimento.
Por isso eu digo, se me quer de verdade não seja bonzinho comigo! Me ‘maltrate’, tenha latejando dentro de si cada um dos seus defeitos, seus formatos e suas incógnitas tão mal resolvidas.
É disso que eu gosto, é isso que me interessa!
Gosto do difícil, do arrebatador, daquilo que quase aconteceu, mas por uma maré de circunstâncias não prosseguiu, não continuou, não venceu.
Eu sinto um prazer imenso pelo inesperado, uma total sequencia de orgasmos quando o impossível me vem às mãos.
Eu te quero assim e te quero agora, não mais te procuro, não mais te sigo, só espero.
Espero o inesperado do impossível em suas mãos como um presente, com laços de afeto e embrulho de amor. As mãos de alguém que ao menos conheço, mas já é tão meu. As mãos que um desconhecido tem, mas já faz parte de cada detalhe do meu rosto, e note: Sua mão se encaixa perfeitamente no acariciar dos meus cabelos, no toque dos seus dedos com minha pele quente e macia, ela se encaixa perfeitamente em cada singelo carinho.
Sim eu te quero assim, dessa forma que você está sendo que nem sei qual é, mas te quero! Quero cada formato de seu corpo, cada saliva dos seus beijos, quero o seu coração com tudo dentro! Com coisas boas, ruins, frívolas, maravilhosas... Te quero inteiro e com a alma toda, com todos os devaneios de alguém tão intenso quanto seu par. Te quero com esse seu corpo todo, com essa vontade toda de ter um ao outro. E quando penso tanto em você imagino: Será que esse ser que nem conheço também quer tanto me encontrar? Tanto me conhecer? Tanto me completar? Tanto ser ‘nós’ ao invés de apenas: eu?
Eu te quero, mas não mais fico ansioso, não mais fico triste e nem ao menos com medo. Porque eu sei que você está vindo, ou eu estou indo. Mas a falta de normalidade de nossos sentimentos e o sorriso em forma de coração vai me fazer te reconhecer aonde quer que esteja. Estranho, meu estranho que já tanto amo sem ao menos conhecer. É para você cada palavra, e é para você cada parte do meu coração tão cansado de normalidades, venha e me tire das convenções, me tire da rotina e me desloque dessa vida óbvia.
Meu estranho, meu estrangeiro, meu...

Sinceramente e cheio de obviedades complexas, Eu.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Corda Bamba-Vida

Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.
Clarice Lispector

Olho e vejo aquela doce menina bambeando em sua corda bamba. Vai passando cuidadosa, olhando apenas para frente, para o futuro. Ela pode cair, ela sabe o risco que tem... Mas continua.
Ops! Que susto! Ela quase vai de vez para baixo. Mas, a doce e meiga menina das sapatilhas douradas por mais amedrontada que esteja, segue sua fé com seu ritmo, sua coragem, sua vontade.
Ela, que não perde a doçura por mais ventos que venham, continua ali, firme em seu propósito de chegar ao outro lado. Calma, doce, serena... Ela continua. Por mais que muitas vezes ela quase cai, mesmo assim. Ela se vê disposta a se esborrachar no chão só para conseguir o prazer de ter passado em sua corda bamba e ir com toda força para o futuro que a espera. Olha! Como brilham os olhos da menina ao passar pela corda bamba-vida, olha o prazer dela em fazer daquele momento algo muito mais intenso que apenas uma passagem, ela faz daquilo seu motivo, sua vontade, sua paz. Em seus olhos ela mostra a intensidade que sua própria doçura esconde,
a menina intensa como uma borboleta ao sair do casulo, imensa como a sua vontade cheia de novos sonhos, novas cordas bambas, novas cores.
A corda bamba-vida balança e os ventos tempestivos estão ousando perturbar a serenidade da bela menina. E ela, por sua vez, quase olha para os lados... Porém, se lembra do conselho de alguém que foi muito sábio quando disse:
- Não filha, não olhe para os lados quando um problema aparecer, enfrente-o olhando em seus olhos. Encare seu problema e não deixe que ele reflita em seu olhar.
E foi assim que a bela menina dos olhos claros como o céu azul foi perseguindo seu objetivo. Os olhos da menina agora não apenas brilham, como saltitam para fora de suas bochechas rosadas e alegres. Novas cordas bambas a menina terá pela frente e ela continuará assim:
Passando pela corda bamba, enfrentando os ventos fortes e seguindo, seguindo...

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Dois caminhos. Muitas possibilidades. Um receio.


Ando devagar por que já tive pressa
E levo esse sorriso por que já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe,
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Nada sei.
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir...
(...)Todo mundo ama um dia todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz.
Almir Sater

É tão estranho quando olhamos para frente e temos dois caminhos a seguir. Sim, como uma estrada, onde duas placas apontam o lugar que devemos escolher para que o destino nos leve com segurança ao ponto final dessa trajetória. Escolhas. Me pego olhando para as duas possibilidades que tenho e em ambas não tenho idéia do que pode acontecer. Começo a pesar os prós e contras, coloco tudo na balança. Ela por sua vez, para se mostrar neutra, fica em uma posição igualitária. Os caminhos, os dois caminhos a minha frente. Ambos me metem medo e me causam uma dor de cabeça danada. Porém, ambos me mostram coisas tão boas que me aliviam todas as dores.
Mas sabe o que eu queria, de verdade? Era achar um atalho.
Ir cortando os caminhos entre os dois destinos, quebrando os galhos, indo intenso entre o meio de ambos para ver o que de diferente a vida me reserva. E me reserva, como eu sei disso!
Quero ir cortando os caminhos entre a vontade de te rever e conhecer o novo. Quero ir quebrando os galhos no meio da minha saudade com a minha ansiedade de futuro! Eu quero, realmente eu preciso conhecer o diferente. Algo que realmente tire meus pés do chão e faça cócegas no meu nariz com a pontinha de felicidade. Quero acordar em um lugar que nunca conheci e ver paisagens que nunca havia notado antes pelo mesmo caminho que faço todo santo dia! Quero olhar para a minha volta e ver que a vida é leve, caso eu não sobrecarregue demais ela. Quero de verdade, achar um atalho que me leve para meu futuro com paz de espírito e sossego no coração. Quero tudo. Tudo que tenho direito de melhor, e tudo de pior que serei obrigado a passar para evoluir. Chega! Sofrer não está em alta.
O que está em alta hoje é ser feliz e buscar essa felicidade. E eu vou encontrá-la, nem que seja dentro de um baú de tesouro recheado de amores e sabores. Eu vou encontrar a tal felicidade, que já se mostra presente em minha vida, porém não tão intensa e latente quanto eu quero. Vou encontrar cada pedacinho que falta do meu coração, para montá-lo de novo. Nem que para isso, eu ainda tenha que pegar muitos caminhos, atalhos e decisões. Tudo isso faz parte da vida, que além de louca é breve, é rápida, é intrínseca e maravilhosa.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A vida, o vento, o ciclo...


O vento toca o meu rosto,
me lembrando que o tempo vai com ele
Levando em suas asas os meus dias,
desta vida passageira
Minhas certezas, meus conceitos,
minhas virtudes, meus defeitos
Nada pode detê-lo
O tempo se vai
Mas algo sempre guardarei
O teu amor, que um dia eu encontrei...
O tempo - Oficina g3

De tarde quero descansar,
Chegar ate a praia e ver
Se o vento ainda está forte
Vai ser bom subir nas pedras
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora...
Vento no Litoral - Legião Urbana

Hoje, observando o vento eu posso dizer que passo a entender um pouco melhor a vida. Ele que balança tranquilamente o cabelo da menina, esse vento que toca nas árvores fazendo com que suas folhas sintam sua brisa refrescante. Ele toca suave nossa face, e sentimos ele passar pela gente... Como alguém que amamos que passa e suavemente vai embora, deixando apenas a leveza do que existiu um dia. Nos lembrando que tanto as alegrias, quanto as tristezas passam, e o fluxo da vida se torna eterno. O vento... Ah! Mas ele de repente pode nos pregar peças. Enquanto sentimos a sua tranquilidade se estabelecer em nossos poros, ele se torna mais e mais veloz! Começa a não ser mais tão leve e sentimos uma sensação de peso ao andar e não conseguir ir pela frente...
- Ei vento, calma! Eu tenho que continuar, tenho que prosseguir!
Mas ele surge com uma força fatal. Leva tudo que você pensava que conseguiria com ele e você fica ali, com uma nudez implacável de sonhos e fantasias.
Mas logo, um pouco depois, surge uma nova brisa... Tranquila. O Vendaval passou!
E devagar, essa brisa vai trazendo seus sonhos de volta. Aqueles anseios e sonhos que o vendaval levou de você, faz parte de novo do seu presente. Presente! Se tem esse nome, é porque temos que valorizá-lo e fazer com que valha a pena.
A vida, o Vento, O ciclo...