
Penso, com mágoa, que o relacionamento da gente sempre foi um tanto unilateral, sei lá, não quero ser injusto nem nada - apenas me ferem muito esses teus silêncios.
Caio F. Abreu
- Ora! – Dissera ele sem pestanejar.
- Eu sempre te amei, você sabe disso! - Ela disse aflita, e não entendendo a incógnita que ele acabara de afirmar.
- Eu também sempre te amei, mas em um sempre que para mim veio com um prazo de validade, sem eu ao menos saber disso.
- Mas, eu preciso de você! Volta para mim, volta para o calor dos meus abraços e me de seus beijos de volta. Por favor! Volta para mim. – Enquanto ela ia dizendo isso, aflita e com seu coração já sangrando pelas palavras cruéis de seu amado, ele ia saindo.
- Seu coração, já não se encaixa perfeitamente ao meu. Nossos ideais não são mais os mesmos e a nossa vida, Ah! Ela já não é mais nossa, a minha é a minha e a sua é a sua, é assim, é simples, e sempre vai ser assim.
- É, é assim... É simples. – Ela dissera isso com as lágrimas todas entaladas dentro do coração. Mas não chorou, não mais se remeteu a ele como “meu amor”. Pois seu amor, já não mais existia... Não dentro dele, não da forma que ela gostaria. E então, tomando uma força que não reconhecia em si, ela pegou todos os sonhos guardados em sua caixinha já trincada e começou a espalhar pelo vento. Ela e o vento, entrelaçando entre si, sentido a calma e a brisa da tranquilidade. Para ela... Nenhum daqueles sonhos mais fazia sentido! Porém quem sabe se alguém, ao andar por aí e se encontrar com um dos sonhos da linda menina, possa ter sua vida renovada? Foi nisso que ela pensou. E saiu por aí, jogando seus sonhos ao vento, para que em uma ventania alguém os encontrasse...