sábado, 2 de março de 2013

AntiAmor, Antes Amor



Pra você ver, não existe mocinho e bandido nesse enredo. Você errou, eu errei também. Mas vai ver a gente estava tentando ser feliz, e felicidade é um patamar complicado de alcançar.
Gabito Nunes

Constato hoje uma coisa que imaginava, mas não queria admitir. Acho que eu não nasci pra esse negócio de amor. E quando eu digo amor, não me refiro à amizade, família e nem outro tipo de amor fraternal. Me refiro ao amor que envolve sexo, paixão e aquela coisa toda que já conhecemos. Sério, 
hoje olho pra trás e depois te tudo que já passei nem acredito mais que um dia eu possa amar alguém. Já amei demais, me doei mais do que devia. Me fiz inteiro para o outro me rasgar por completo, me fiz seu para você me destruir aos poucos. Eu não nasci pro amor. Não nasci para receber presentes carinhosos e nem afagos durante a noite. Não nasci pra sentir o pé do outro roçar no meu, esse mesmo outro que me levaria um café da manhã na cama caso eu tivesse nascido pra ter uma história de amor. Não nasci pra receber beijos inesperados e nem juras eternas. E eu sou muito triste por ter certeza disso. Não nasci pra príncipe. Não nasci pra ser ponto final de ninguém, entende? Nasci pra ser passagem. Nasci pra ser aprendizado, ser amigo, ser fiel, ser companheiro. Eu nasci pra ensinar como se deve amar, e não como alguém aprende a me amar. Mas amor não se aprende, não é mesmo? Ele apenas chega, invade, cuida da casa, se arruma todo pra receber o outro. Eu não nasci pra invadir. Vim para chegar aos poucos. Aos detalhes. Imagino que você leitor, nem entenda o que eu esteja dizendo. Mas pelo menos um dia, você vai se sentir como eu. Mas que você tenha “a sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida”, aos que ainda tentam... Boa sorte, encontro vocês no final.

Para ouvir enquanto me lê: Cais - Mallu Magalhães

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